sábado, 31 de maio de 2008

Vendo-se por outros olhos

Acabo de passar horas gostosas com minhas irmãs. Fazia tempo que a gente não tirava um tempo só para conversar, trocar idéias, rir. Foi  muito importante. Quando fica-se junto por tantas horas, acaba chegando nas questões mais profundas, saindo do superficial.

Isto é muito importante para qualquer pessoa, mas principalmente para quem está envolvido com liderança - qualquer forma de liderança (quer você seja mãe, pai, professor, chefe, subordinado, ou outra coisa). Precisamos de alguém que nos conheça profundamente e em quem confiamos. São essas as pessoas que vão nos ajudar a ficar no rumo, a sermos fiéis a quem somos, a sermos íntegros. 

Como eu estava falando de liderança servidora, volto no assunto. É fácil confundir a idéia de servir às pessoas (na realidade seria melhor dizer ministrar às pessoas) com a idéia de que temos de sempre dizer sim e fazer tudo que nos pedem. O coração de servo, se focado no mestre errado (e.g. as pessoas ao invés de Deus, ou o Bem Maior para aqueles que não acreditam em um deus), acaba ficando escravo dos caprichos dos outros. 

Por isso é importante deixarmos que alguém em quem confiamos chegue perto e nos conheça lá no fundo. Podem nos dizer se estamos sendo fiéis à nossa identidade e propósito. Claro que isso significa ser vulnerável. Por isso nem sempre é fácil ou agradável. Pelo menos para mim, pois confesso que tenho dificuldade em ser vulnerável. Mas agradeço a Deus por minhas irmãs. Tenho certeza que elas me amam. Posso confiar nisso. 

E você? Tem alguém que o ajuda a ficar fiel a si mesmo? 

sexta-feira, 30 de maio de 2008

LIderança Servidora

Pode parecer contraditório. Você é líder ou é servo? Líder é quem manda, certo? Sem falar da conotação negativa que tem a palavra "servo". 

Mas acabo de passar uma semana intensa em um curso sobre Liderança Servidora (a tradução mais aproximada da expressão Servant Leadership). Neste curso, o foco foi a questão de encontrar nossa verdadeira identidade. 

Todo servo tem um mestre. A quem escolho servir? Como eu escolhi desde cedo servir ao Mestre dos mestres - Jesus - suas prioridades e natureza devem se tornar as minhas. A prioridade Dele é seu relacionamento com as pessoas. Como serva (por escolha) Dele, meu papel é ministrar o amor Dele às pessoas. 

E qual é o primeiro lugar onde posso começar a fazer isso? Na minha família! Então, se eu ministro para eles para servir ao Mestre, minha identidade não fica presa ao comportamento deles. 

Lembrando da analogia do iceberg: a parte de cima, a menor, é a parte que os outros vêem e podem atingir. Mesmo que queiram não conseguem atingir lá no fundo, no meio da parte de baixo. É lá que devemos colocar nosso centro de gravidade: em nossa identidade. Nossa verdadeira identidade. E somos um reflexo de quem servimos.

A pergunta é: Quem é meu mestre?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Espelho Quebrado

Nem sempre o que enxergo no espelho é verdadeiro. Às vezes meu espelho está quebrado. Deixo que coisas externas, das quais não tenho controle, lasquem o vidro. Pode ser uma crítica, uma demonstração de falta de respeito, o "mau" comportamento do meu filho, ou qualquer outra coisa assim. 

Kevin Mannoia, professor da Azusa Pacific University, compara nossa vida com um iceberg. As pessoas só vêem 10%. E é só nessa pequena área que podem jogar suas flechas. Mas, se nosso centro de gravidade está lá embaixo, nas águas calmas, é só buscar lá a paz e senso de verdadeira identidade. Os 90% do iceberg consistem em nosso caráter, identidade, ser. Temos que cuidar muito bem desta parte, se não sumimos, perdemos o equilíbrio e capotamos.

Circunstâncias sempre vão ser difíceis, ou diferentes do que desejo. Isto é uma realidade. Não posso mudar as circunstâncias. Mas posso encontrar minha verdadeira identidade (ajuda se conhecemos o Criador, pois na Palavra dele, Ele fala muito sobre isso). O espelho só será lascado se eu deixar que lasquem. Como dizia a Eleonor Roosevelt, esposa do Presidente Franklin Delano Roosevelt: "Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem sua permissão."

Como ser líder significa assumir responsabilidade e não ser vítima, assuma responsabilidade por seu espelho. Torne-o tão forte que ninguém vai poder lascar. 

Como fortalecer o espelho? Isto é assunto para outra reflexão...

sábado, 24 de maio de 2008

Traição

Quando começamos a tomar frente em algum projeto, é natural confiar nas pessoas que se oferecem para ajudar. Principalmente as que alegam compartilhar a mesma fé. Assumimos naturalmente que compartilham nossos valores, nosso senso de moral. 

Infelizmente, nem sempre é assim. O próprio Jesus foi traído por alguém que o seguira de perto por 3 anos! Ele conseguia ver o que se passava no coração dos outros. A gente não. E dói muito quando alguém trai nossa confiança. Nossas expectativas são frustradas.

A ordem de perdoar é para nosso próprio bem. Minha tia resume perdoar em "doar a perda". Claro que vamos perder algo - confiança, talvez algo material. Mas se a gente não perdoa, quem sai perdendo não é o traidor. É uma entrega que temos que fazer para Deus. E não podemos deixar de aprender uma lição com isso. Ficamos um pouco mais sábios. Aprendemos a mudar nossas expectativas. 

Mais uma lição em auto-liderança. A mudança acontece primeiro dentro da gente. Ao mudar minhas expectativas, começo a aceitar os outros do jeito que são: imperfeitos, como eu. As pessoas têm crenças, valores diferentes. Mas todos foram criados e são amados pelo Pai. Só preciso ser um pouco mais cuidadosa para não "entregar o ouro ao bandido". Algum dia eu vou prestar contas do que fiz aqui na Terra, e não vou responder por mais ninguém. Então é melhor eu fazer a minha parte e deixar que Deus cuide do resto. ;-) 

O importante é não desanimar por causa das más atitudes dos outros. O líder tem uma visão que é mais forte que qualquer traição.


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sou meus diplomas?

Acabo de editar a sessão "Quem Sou Eu" no blog. Tinha colocado ali meus diplomas, mas eles dizem muito pouco de quem eu sou. Sou mais do que apenas o que faço, ou estudo. A gente cita as realizações para impressionar os outros, não é verdade? 

Mas Deus vê o coração. E é o que está dentro do coração, quem realmente sou, que os outros vão acabar vendo também. Meu desejo profundo de fazer diferença no mundo, mesmo que seja tocando a vida de uma única pessoa, vai se traduzir nos atos que os outros verão (ou não). 

A gente sempre tem que parar e refletir sobre as atitudes que toma para poder se conhecer de verdade. O que realmente me leva a agir desta ou daquela maneira? Quais são os meus valores - no que realmente acredito - não o que acho que devo acreditar, mas acredito mesmo! 

Só o fato de saber, de buscar, já faz uma grande diferença. Ajuda a assumir mais responsabilidade por minhas próprias ações, atitudes e até emoções. Tudo começa com a auto-liderança.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Fazendo uma experiência

Demorei para tentar entender o mundo dos blogs. Apesar de ser cercada por tecnologia desde sempre, nunca me interessei. Hoje vi o blog de minha irmã e de uma amiga e achei tão bacana que resolvi experimentar. 

O assunto em pauta é uma paixão que foi descoberta há pouco tempo, considerando que até 2003 eu não fazia idéia que teria alguma "carreira" que poderia despertar um sentimento forte assim. Em 2003 meu filho completava 5 aninhos e percebi, com ajuda da mulher mais sábia que já pisou nesta terra (Wanda de Assumpção - minha mãe), que não poderia ficar tão focada só nele. Não era justo para nenhum dos dois. Mas o que fazer sem prejudicar meu tempo com ele? Aí apareceu o mestrado, que é ministrado aqui mesmo em São Paulo, e me daria a chance de mudar de carreira para uma carreira mais educacional. Mal sabia eu que o curso iria mexer tanto comigo, com minha família, e agora posso até ajudar uma comunidade dando treinamento para lideranças.

Então vou experimentar colocar algumas reflexões aqui, compartilhar um pouco de como eu tento colocar em prática os maravilhosos princípios de liderança servidora que aprendi, e talvez mais alguém possa se beneficiar disso. 

Queria começar com uma reflexão: 

De vez em quando gosto de entrar no site do Terra para ler as notícias. Vez ou outra alguma notícia me chama atenção e eu entro no fórum onde o site convida os leitores a colocar sua opinião. Fico um pouco chocada com a quantidade de xingamento e troca de agressões verbais que se dá ali. 

Uma vez arrisquei dar um palpite para ver o que aconteceria. Sugeri que as pessoas assumissem mais responsabilidade para melhorar as coisas ao invés de só reclamar sobre o que "os outros" não estão fazendo. Resultado: quem não xingou provavelmente riu da minha cara. 

É muito duro olhar no espelho e assumir que qualquer mudança tem que começar naquele pessoa que você vê ali. É mais fácil culpar os outros, as circunstâncias, a falta de recursos... esta lista pode ser bem comprida. Pois o curso me fez olhar para o espelho e enxergar qual era o verdadeiro problema do meu mundo (cada um tem sua própria realidade). Ai ai. 

Liderança começa dentro da gente. O fato de acabarmos influenciando os outros é que eles acabam vendo o que está lá dentro e começam a querer fazer parte disso, dos sonhos. 

Então, citando o John Maxwell, em 'Talento Não É Tudo":
- O que te faz cantar?
- O que te faz chorar?
- O que te faz sonhar?