Etnocentrismo é uma forma de Groupthink. E vejo que isso acontece muito em famílias. Na minha acontece. Nossa cultura favorece isto. Nós contra o mundo. Nós temos razão, os outros não. Não é verdade? Cuidamos dos nossos, que estão sempre com a razão, e os outros que se danem.
É muito difícil abrir mão de valores profundamente arraigados em nós desde o berço. É confortável saber que só existe "uma maneira certa" de fazer as coisas. Isto implica que nós temos respostas. E quando Deus, em sua infinita sabedoria, traz um elemento para o nosso grupo (ou família) que pensa de forma diferente, é tão desconfortável (para não dizer irritante, enlouquecedor, ou pior)!
Na minha família maior, novas culturas foram adentrando a nossa através de casamentos. Até aí, a gente consegue manter um pouco a distância quando o nível de desconforto aumenta demais. E aí vem os filhos... Depois disso, acaba-se o Groupthink.
Tenho um filho (na pré-adolescência - SOCORRO), nenhuma resposta, mas muitas perguntas. E isso é bom. É isso que me faz crescer. Tenho que descobrir novos caminhos para formar meu pequeno líder. E agradeço a Deus porque, com os "agregados" e filhos, Ele nos poupou de morrer na mediocridade, presos ao Groupthink. É um caminho muito mais difícil, mas que vale a pena!

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