sexta-feira, 21 de maio de 2010

Empresas Familiares - Boas Dicas!

Um grande desafio das empresas familiares é que o relacionamento entre os interessados não é apenas profissional, e é altamente carregado emocionalmente. Então, vou anexar um artigo com excelentes dicas para lidar com esta situação, tirada do site da HSM.

Você Pergunta
Os caminhos da boa gestão familiar

Confira as dicas dadas por Eleusa Melgaço, diretora executiva do The Family Business Network Brasil

A gestão corporativa familiar sempre foi, é e deverá continuar sendo um enorme desafio para os gestores, sejam eles membros ou não da família. Nesta edição do Você Pergunta, o HSM Online traz Eleusa Maria Garcia Melgaço, diretora executiva do The Family Business Network Brasil, entidade que reúne as maiores famílias empresárias do mundo e presidente do Conselho de Família do Grupo Algar, para responder questões sobre a epopéia de gerir uma empresa familiar.

Eleusa compartilha atualmente do conceito de governança invisível desenvolvido dentro do Grupo Algar. Ainda pouco conhecido no Brasil, o conceito basicamente diz respeito a todos os processos que ajudam a manter uma relação saudável entre os membros da família (que não “aparecem” no dia-a-dia) e os executivos da empresa.

Para isso foram criados canais formais dentro da empresa para que os anseios da família cheguem à organização, sem prejudicar sua governança. Desde a constituição do organograma, que contempla uma estrutura decisória com dois conselhos estratégicos: o de administração e o “de família”, até um processo formal para qualificação da relação entre a família e os negócios, com reuniões quatro vezes por ano, para manter a coesão do grupo.

Confira abaixo a entrevista.

1 - Quais os primeiros passos para iniciar uma mudança e estruturação de “uma gestão invisível” em uma empresa familiar, concentrada na figura do dono (principal gestor e acionista), quando se trata de criar uma nova cultura, adequar as estruturas e ainda adequar os gestores que agem individualmente, sob a figura do patriarca? Enviada por Alcides Ziglioli.
Eleusa Melgaço:
Para uma boa governança invisível é fundamental o envolvimento da família (membros de diferentes gerações) para o alinhamento dos valores. A criação de regras antes da necessidade das mesmas também diminui a possibilidade de conflitos futuros. Elas podem fazer parte da Constituição da Família. E por último, mas não menos importante, estabeleça fóruns distintos para se conversar: Conselho de Família ou Sócios, Conselho de Administração e demais comitês e Assembléias de Acionistas. Referente à concentração do negócio na figura do dono, cito como exemplo a profissionalização do Grupo Algar e a gestão de governança, que possibilitaram juntas que as mudanças ocorressem de forma natural ao longo dos anos. E cada detalhe ajuda. Na relação família e gestores, por exemplo, os papéis e os fóruns devem estar bem definidos assim como valores e cultura da empresa.

2 - Em média qual o tempo considerado adequado para conduzir uma transformação dessa magnitude? Enviada por Alcides Ziglioli.
EM -
Cada família tem uma complexidade diferente. Não existe um tempo padrão. Variáveis como tamanho da empresa, números de funcionários e familiares envolvidos, linhas de negócios, influenciam no tempo necessário para qualquer transformação. Vale lembrar que governança não é um programa implantado na empresa – é um modelo de gestão.

3 - De que maneira o Conselho de Família costuma orientar as empresas familiares com relação a sucessão e manutenção do negócio, nos casos de falecimento de algum dos sócios ou de uma pessoa-chave nesta empresa? Enviada por Luciana Pitta.
EM-
A sucessão deve ser pensada antes da necessidade. Da mesma forma, a formação dos herdeiros – para o papel de acionista – é de fundamental importância; independentemente de estarem futuramente na gestão ou não. Para conhecimento, é comum também que o controle seja familiar, mesmo que o principal executivo não seja da família. O importante é que a família esteja preparada como acionista, estando presente ou representada por um membro no Conselho de Administração ou de sócios.

4 - Segundo especialistas em consultoria empresarial, a sucessão é uma questão fundamental para o futuro de uma empresa de gestão familiar. Como as empresas brasileiras se preparam para essa fase de transição? Enviada por Luciana Pitta.
EM - Conforme citado acima, a sucessão deve ser pensada antes da necessidade. A preparação da família como trabalhadora, acionista e apenas como família é fundamental para que a perenidade da empresa seja garantida e não apenas alguma fase de transição. O seguro de vida não garante o processo sucessório, ele apenas resolve algum eventual problema financeiro. O processo de sucessão é muito mais complexo e cada empresa deve achar o seu "timing" para fazê-lo.

5 - Algumas pesquisas apontam que de cada 100 empresas familiares brasileiras, apenas 30% chegam à segunda geração e 5% a terceira. Considera-se que 70% das empresas familiares encerram suas atividades com a morte de seu fundador. O que é preciso para que uma empresa passe por esse processo de transição de forma bem sucedida? O seguro de vida como proteção é válido neste caso? Enivada por Luciana Pitta.
EM -
De um modo geral, é necessário ter planejamento e segurança na gestão, independente do tamanho da empresa familiar. Diretrizes e regras claras para a participação dos acionistas e encontros específicos são essenciais para que a empresa realize a transição das gerações com tranqüilidade. No caso do Grupo Algar, nosso CEO representa a terceira geração da família. Mais uma vez, não vejo como o seguro de vida se encaixa nessa resposta. Isso é uma questão a parte e não garante a perenidade dos negócios.

6 - De que forma os empresários podem se proteger financeiramente no caso da perda de um sócio ou um executivo-chave da empresa? O seguro de vida é uma das opções de em prevenção? Enviada por Luciana Pitta.
EM -
A principal prevenção é a preparação e formação corretas dos acionistas. Principalmente, daqueles que pretendem atuar como funcionários da empresa. Não vejo o seguro de vida como prevenção neste caso, ele garante apenas um retorno financeiro e não resolve o problema de gestão. Neste caso, precisamos ter um plano de sucessores para os executivos-chave da empresa, incluindo algum acionista que participe do quadro de funcionários.

7 - A empresa do meu pai tem 25 anos no mercado, há 10 anos eu trabalho com ele. Este ano decidi assumir a empresa, pois ele pensa em se aposentar. Entro num conflito de prosperidade dentro da empresa: meu pai está estacionado e não pensa em crescer, somente manter. Eu, sendo jovem e com novas idéias, quero ampliar os negócios. Qual o melhor caminho a seguir? Manter a empresa que já tem renome e está estabilizada com experiência, ou arriscar novos negócios com a possibilidade de queda por minha vontade e determinação? Enviada por Muriel Andréa.
EM
- Esse choque entre as gerações é muito comum, principalmente, quando ocorre da primeira para a segunda, onde a figura do "dono" é muito forte. Como diz um respeitado consultor, "a figura do criador (fundador) e da criatura (empresa) não se diferencia". Mas, penso que cada geração imprime sua marca e sua forma de gestão. Se você gosta do que faz e anseia perpetuar a obra de seu pai, vale a pena a tentativa de implementar melhorias, partilhando sempre com seu pai. Entretanto, se o que lhe realiza é outro negócio, o melhor é seguir sua vocação.

8 - Possuímos uma empresa familiar que existe há 59 anos com dois sócios (irmãos) e gostaríamos que nossos filhos seguissem com a empresa. Temos um filho de 15 anos e uma filha de 18 anos, mas eles não querem nem vir para a empresa, não participam e não sentem amor pela mesma. Isto está gerando muito desconforto e intrigas familiares. Como proceder neste caso? Como fazê-los ter amor pela empresa? Enviada por Nilva Picolo.
EM - O amor pela empresa não pode e não deve ser uma imposição. É importante que o herdeiro não só conheça o negócio como também aprecie a historia dos fundadores - e em determinado momento se sinta parte dessa história. A criação de momentos para contar a história da empresa, mostrar as principais conquistas e desafios, resultados e planos para o futuro pode ser um caminho para conquistas a família. É interessante que eles participem de fóruns voltados para "futuras gerações" de empresas familiares. Assim, poderão também escutar um pouco de outros jovens que vivem o mesmo momento dentro de outros grupos familiares. A troca de experiência é muito valiosa.

9 - Em uma empresa que já atua há quase 50 anos no mercado e que está experimentando a primeira sucessão (dos donos para a 1ª geração), como fazer para que os sócios que assumirão o comando não confundam a proatividade de seus gerentes com invasão de privacidade? Isto é, até que ponto deve o profissional deixar de lado toda sua formação técnica e capacidade de criação para não entrar em conflito com interesses pessoais dos sócios? Enviada por Eduardo Bittar
EM - A melhor maneira para definir papéis é estabelecer diretrizes e regras claras – que devem ser transmitidas a todos os funcionários – sejam da família ou não. O profissional deve exercer a sua função executiva para esclarecer eventuais desacordos com os acionistas. O papel do executivo é utilizar a sua formação técnica para cuidar dos negócios da melhor forma possível e não "agradar" apenas o acionista. Esse conflito não pode colocar em risco a saúde do negócio.

10 - Qual seria sua sugestão para que o processo de sucessão familiar não ocasione abalos no clima organizacional e nem reflita nas ações dos colaboradores a falta de unicidade de comando na gestão da empresa? Enviada por Eduardo Bittar.
EM -
Como dica geral, a transparência na comunicação das informações e no relacionamento com familiares e funcionários de empresa é muito importante para que a sucessão ocorra de modo tranqüilo e profissional. Um plano de sucessão também é fundamental para que o processo seja bem aceito por todos.

11 - Estou iniciando a transferência da gestão de minha empresa a dois filhos que vieram trabalhar comigo há cerca de 2 anos, com formação acadêmica diversa do negócio, porém muito comprometidos com nosso futuro. A minha empresa tem 13 anos, e apesar de antiga no segmento de segurança ocupacional, ainda é pequena e jovem. Nosso faturamento é baixo, comparando-se com outros segmentos. Sinto necessidade de ter assessoria e consultoria externa nesta fase, por um período longo, onde seria revista toda a metodologia empresarial visando uma administração moderna e atualizada. Gostaria de receber sugestões para identificar profissionais para eu contactar. Enviada por Luiz Fernando Gerevini.
EM -
Na resposta da pergunta número 8, disse que a troca de experiência é muito válida. Ela pode acontecer com profissionais renomados do mercado ou a partir de contatos com instituições e assessorias. Sugiro conhecer o trabalho do FBN - The Family Business Network. È um excelente primeiro passo. Nós utilizamos a Höft Consultoria para auxiliar no processo de conscientização e formação dos acionistas.

18/05/2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Alimentando o Caráter

Acabo de dar um treinamento sobre auto-liderança, e estávamos falando da importância de alimentar o caráter para fortalecer nossos pontos positivos. Hoje recebi uma devocional que ensina exatamente como fazer isso, então vou colocar aqui. Vale a pena refletir e fazer!


Fill your minds with those things that are good and that deserve praise: things that are true, noble, right, pure, lovely, and honorable. Philippians 4:8 (TEV)

The more you think about something, the stronger it takes hold of you, which is why the Bible teaches that we should, "Run from anything that gives you the evil thoughts . . . but stay close to anything that makes you want to do right." (2 Timothy 2:22, LB)

Temptation begins by capturing your attention. What gets your attention arouses your emotions. Then your emotions activate your behavior, and you act on what you felt. The more you focus on "I don't want to do this," the stronger it draws you into its web.

Ignoring a temptation is far more effective than fighting it. Once your mind is on something else, the temptation loses its power. So when temptation calls you on the phone, don't argue with it, just hang up!

Sometimes this means physically leaving a tempting situation. This is one time it is okay to run away. Get up and turn off the television set. Walk away from a group that is gossiping. Leave the theater in the middle of the movie. To avoid being stung, stay away from the bees.

Do whatever is necessary to turn your attention to something else.

Spiritually, your mind is your most vulnerable organ. To reduce temptation, keep your mind occupied with God's Word and other good thoughts. You defeat bad thoughts by thinking of something better. This is the principle of replacement. You overcome evil with good (Romans 12:21).

Satan can't get your attention when your mind is preoccupied with something else. That's why the Bible repeatedly tells us to keep our minds focused: "Fix your thoughts on Jesus" (Hebrews 3:1 NIV).

"Fill your minds with those things that are good and that deserve praise: things that are true, noble, right, pure, lovely, and honorable" (Philippians 4:8 TEV).

If you're serious about defeating temptation you must manage your mind and monitor your media intake. The wisest man who ever lived warned, "Be careful how you think; your life is shaped by your thoughts" (Proverbs 4:23 TEV).

domingo, 9 de maio de 2010

Liderança: Envolvimento Total

Eu e um colega acabamos de dar um curso de Auto-Liderança e falamos muito da importância de gerenciar bem sua energia mais do que seu tempo. Logo em seguida, um amigo coach escreveu um ótimo artigo, que coloco aqui para compartilhar com todos.

Você não precisa de mais tempo.
Você precisa de mais energia!


O excesso de compromissos, as intermináveis reuniões e a correria do dia a dia têm feito muitos profissionais viverem em um constante estado de estresse. Para muitos o dia não rende e a sensação é de que sempre falta algo a fazer. Uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association diz que 70% dos brasileiros sofrem de estresse no trabalho, porcentagem semelhante à de países como a Inglaterra e os Estados Unidos.

Se você observar algumas dessas pessoas, vai ver que sua respiração é curta (na altura do peito), os ombros são tensos, os olhos quase “esbugalhados” por causa do excesso de cafeína, taquicardia, irritabilidade e síndrome do pânico são comuns por causa das pressões por resultados. O que fazer? Como eliminar esse ciclo vicioso e ser produtivo sem enfartar antes dos 40 anos?

A primeira coisa a fazer é observar como está seu desempenho atual. Seja sincero (a) e responda para si mesmo (a) – Eu vivo atolado (a), correndo e apagando incêndios o tempo todo? Ou tenho tempo e energia para fazer o que gosto e ainda investir em meu desenvolvimento pessoal? Para a maioria das pessoas a resposta mais comum é de que não conseguem investir em si mesmas porque não tem tempo. Muitas pessoas, inclusive, sentem-se culpadas por trabalharem tanto, mas também sentem que estão presas nesse ciclo.

Eu digo que você não precisa de mais tempo e sim de mais energia. Os autores do livroEnvolvimento Total - Gerenciando Energia e não tempo, Jim Loehr e Tony Schwartz, afirmam que a melhor maneira de ter a pessoas completamente envolvidas no trabalho é encontrar uma forma de diminuir o estresse e aumentar a energia de todos os colaboradores. Loehr e Schwartz criaram o programa “Atleta corporativo”, que tem como objetivo melhorar o desempenho no trabalho e restaurar o equilíbrio na vida pessoal. O trabalho começou com atletas de alto desempenho como Pete Sampras e Mônica Seles, Ernie Els, do golfe e Eric Lindros, do hóquei. Eles acreditam que a fórmula do alto desempenho está na administração eficaz da energia.

Aumente a demanda


Assim como os halterofilistas aumentam gradativamente a carga dos halteres a um nível quase insuportável, com a intenção de “estressar” os músculos para que depois o descanso os ajude a criar novas fibras musculares e o músculo aumente. O atleta corporativo precisa equilibrar momentos de estresse com momentos de recuperação e descanso. Para o halterofilista é justamente no momento de descanso, que o músculo se recupera e cresce, sem isso, o estresse muscular fatalmente causaria lesões. Da mesma forma que para uma pessoa o estresse em excesso pode causar sérios danos.
A proposta deles é de que se você quer expandir suas capacidades, precisa trabalhar vigorosamente (forçar os limites) durante um período limitado de tempo e criar intervalos de recuperação, assim como fazem todos os atletas.

Eles exemplificam que você pode fazer como alguns jogadores de tênis que conseguem se recuperar da tensão, pressão e estresse de uma partida em apenas 60 segundo, enquanto pegam novas bolas e se preparam para mais um saque. Portanto, falta de tempo não deveria ser uma desculpa para que você comece a se equilibrar e resgatar sua energia

Você pode (e deve) fazer intervalos de 5, 10 ou 15 minutos a cada período de 90 a 120 minutos de trabalho concentrado. Uma ida ao banheiro, tomar água ou levantar da cadeira para fazer um alongamento podem ser estratégias para sair do estado hipnótico que muitos entram ao permanecerem trabalhando durante um período muito extenso. Algumas empresas perceberam que vale a pena investir no funcionário e possuem “espaços de recuperação”. Ambientes preparados para ajudar as pessoas a encontrarem maior equilíbrio. Como você já deve saber, pessoas felizes e equilibradas são mais produtivas.

Minha outra recomendação é que você fique atento (a) à sua alimentação, que pode ser causadora de estresse. Livre-se dos excessos de estimulantes tais como café, refrigerante, doce e carboidratos de rápida absorção. Procure comer alimentos leves e nutritivos, fuja desesperadamente dos lanches rápidos e beba bastante água.


Forte abraço

Fernando Oliveira

www.fernandooliveira.com.br

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Auto-liderança: Coaching para Jovens

Eu já fiz coaching com meus sobrinhos, e os dois gostaram muito. Para jovens, é mais um exercício de auto-conhecimento, valores, e aprender a se planejar e ter mais disciplina. Só o fato de se conhecerem melhor valida quem eles são e ajuda na escolha da carreira de acordo com suas características e valores. No coaching, não se faz sugestões ou dá conselhos. A pessoa vai descobrindo sozinha, de acordo com o lugar que está em sua jornada, qual o seu próximo passo. Ela escolhe para onde quer crescer, como e quão rápido. Nos treinamentos de auto-liderança, destacamos que devemos buscar potencializar nossas forças e gerenciar nossas fraquezas. Não tem como eliminar fraquezas, só podemos aprender a gerenciá-las para não atrapalharem. E potencializamos o que temos de forte para ser o que usamos mais. Faz sentido?

Também acho que coaching é bem interessante para as escolas, pois os jovens precisam aprender a auto-liderança para serem os profissionais que as empresas buscam - com inteligência emocional e competências de liderança. Tudo que aprendem na escola é o de menos quando se busca um trabalho com outras pessoas. Claro que vai do nível de maturidade de cada um. E tem que se respeitar as características individuais. Mas o coaching ajuda a pessoa a encontrar o tipo de trabalho que ela vai ter paixão por fazer por se encaixar no seu perfil, não necessariamente no que os pais sonham para ela...

Só para ficar claro, coaching não é terapia. Não se trabalha o passado. É voltado para o futuro. Fala-se no passado para fazer o diagnóstico da situação atual e crenças limitantes, mas é totalmente focado no futuro.