terça-feira, 19 de agosto de 2008

Conectados

Acabo de assistir uma palestra sobre Cidadania e Ética Digital. Vivemos hoje em uma sociedade conectada. O mundo ficou pequeno com a expansão da internet. 

Do mesmo modo que acontece no mundo presencial, o mundo virtual está cheio de coisas boas e de riscos e perigos reais. Fico feliz que o colégio do meu filho está preocupado em educar as crianças para saberem ser bons cidadãos em ambos os mundos. 

Em nosso papel de líder, temos que nos familiarizar com a nova cultura criada por essa nova realidade para podermos nos comunicarmos de maneira eficaz. Como vou poder orientar e formar líderes para viver no presente e futuro se eu mesma não entendo o que está acontecendo? O aprendizado não termina nunca. Por isso liderança é um processo. É uma aprendizagem em grupo. Aprendemos com os nossos "liderados" tanto quanto eles aprendem com a gente. 

Espero que não confundamos "liderar" com ser o sabe-tudo. Mesmo quando estamos no papel de educadores. Todos perderiam muito com isso. E hoje temos um mundo inteiro para explorar na ponta dos dedos. 

Vamos nos respeitar e ser o exemplo em qualquer mundo em que estejamos, sim? 

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Liderança servidora: quem é meu mestre?

Como eu gostaria de poder dizer que sempre estou a serviço do Mestre dos mestres, Jesus, mas a verdade é que muitas vezes faço as coisas por interesses menos nobres. Infelizmente aquele "EU" fica tentando tomar o trono toda vez que me distraio. 

Nem sei se existe alguma pessoa, além de Jesus, que consiga ser totalmente, 100%, focado no único Mestre que vale a pena servir. Mesmo quando a gente faz a coisa certa, nem sempre é pela razão certa. Me pego tantas vezes "parecendo" altruista, servindo aos outros, porém resmungando por dentro ou sentindo pena de mim mesma. Não vou dar exemplos porque tenho vergonha demais, mas é fato.

O que percebi foi que, quando estou servindo o Mestre certo, nem lembro do custo para mim. Se algo está pesando, geralmente é porque estou servindo algum outro interesse. É preciso ser vigilante mesmo. Só tem um Mestre que vale a pena servir. O fardo Dele é leve e o jugo é suave. E não existe alegria maior nesta Terra. Só quem já experimentou é que sabe. Espero que esta seja a sua experiência também.

sábado, 21 de junho de 2008

Resolução de Conflitos

Hoje meu filho me deu uma lição sobre como devemos lidar com conflitos. Da boca das crianças...

Comecei a ficar nervosa porque ele não queria descer para o jantar, que ele mesmo tinha pedido, para não interromper o videogame com o amigo virtual. Aí, quando ele desceu as escadas correndo, pedindo para levar o lanche lá para cima, para o quarto, soltei o verbo! Calmamente, ele pegou minhas duas mãos, e, com a voz bem doce, falou:
- Mãe, mãe, tudo bem. Só queria levar o lanche para o quarto. Posso, por favor?

A atitude dele me desarmou na hora. Bem que a Bíblia fala que a palavra branda desvia o furor. Aí, mais calma, vi que não era um pedido tão desmedido. Não era o que eu queria, nem do jeito que eu faria, mas também não era o fim do mundo. 

Tenho tido muitas lições nestes dias nesse sentido. Ele faz as coisas de maneira diferente do que eu faria, e, se não for prejudicar ninguém, porque não? Fico esquentando com coisas que não tem tanta importância no quadro geral. 

Todos nós temos nossas idéias sobre o "jeito certo" de fazer as coisas. Mas moramos, trabalhamos, saímos com pessoas que tem outras maneiras de ser e fazer. É mais difícil quando é filho e sentimos que é nossa responsabilidade educar. Mas em todos os grupos temos alguma responsabilidade e expectativas de maneiras de cumpri-la. 

O que meu filho me ensinou hoje é que é importante manter a calma, falar com brandura, e negociar para que ninguém saia prejudicado. É preciso focar no cerne da questão (no objetivo, na visão) ao invés de ficar brigando por picuinhas que talvez nunca se chegue a um consenso. 

Também não devemos usar uma das minhas estratégias favoritas: ceder ou deixar para lá. Como os cogumelos, conflitos crescem no escuro. Uma hora vai estourar. O melhor é lidar o mais rápido possível para se chegar a uma resolução. Não pode haver perdão se não for trazido à luz o problema. 

Então, obrigada, filho. Hoje você foi um líder servidor, tirando a toxicidade do ambiente e demonstrando inteligência emocional. Te amo.

domingo, 15 de junho de 2008

Groupthink

Aí está uma palavra que não tem tradução: Groupthink. Posso tentar explicar, já que não dá para traduzir. Groupthink acontece quando um grupo começa a achar que sempre tem razão, que tudo que decidem é o certo e se fecham para pessoas que pensam de forma diferente. 

Etnocentrismo é uma forma de Groupthink. E vejo que isso acontece muito em famílias. Na minha acontece. Nossa cultura favorece isto. Nós contra o mundo. Nós temos razão, os outros não. Não é verdade? Cuidamos dos nossos, que estão sempre com a razão, e os outros que se danem.

É muito difícil abrir mão de valores profundamente arraigados em nós desde o berço. É confortável saber que só existe "uma maneira certa" de fazer as coisas. Isto implica que nós temos respostas. E quando Deus, em sua infinita sabedoria, traz um elemento para o nosso grupo (ou família) que pensa de forma diferente, é tão desconfortável (para não dizer irritante, enlouquecedor, ou pior)!

Na minha família maior, novas culturas foram adentrando a nossa através de casamentos. Até aí, a gente consegue manter um pouco a distância quando o nível de desconforto aumenta demais. E aí vem os filhos... Depois disso, acaba-se o Groupthink. 

Tenho um filho (na pré-adolescência - SOCORRO), nenhuma resposta, mas muitas perguntas. E isso é bom. É isso que me faz crescer. Tenho que descobrir novos caminhos para formar meu pequeno líder. E agradeço a Deus porque, com os "agregados" e filhos, Ele nos poupou de morrer na mediocridade, presos ao Groupthink. É um caminho muito mais difícil, mas que vale a pena!


terça-feira, 10 de junho de 2008

Sonhos e Visão

"Dreams are the stuff visions are made of." Quando as pessoas voltam a acreditar que sonhos podem se realizar, fica fácil acreditar na visão (do líder, da equipe, etc.). 

Em sua última aula na Carnegie Mellon, Randy Pausch (professor de realidade virtual) mostra como é importante sonhar e acreditar nos sonhos. Ele diz que não temos controle sobre quais cartas recebemos, mas podemos controlar a maneira como vamos usar as cartas. E podemos  usar as cartas de maneira a realizar os nossos sonhos. Ele realizou tudo que sonhou (e tinha a lista para provar). 

Sonhos, porém, podem ser etéreos demais. Quando viram visão é que as coisas começam a acontecer. E quando que um sonho vira uma visão? Quando se dá corpo e alma a ele. Quando se consegue determinar passos concretos para atingí-lo. 

Muitas vezes a visão vem primeiro para uma pessoa. Esta acaba liderando outros, levando-os a ver também o que ela vê. Não é fácil. Tem visões que não dá para descrever de maneira satisfatória. Então cabe ao líder levar as pessoas a verem por si mesmas. É mais do que podem imaginar. E quando elas virem, vão liderar outros na realização da visão para a vida delas. 

E os seus sonhos? São grandes o suficiente para inspirar uma visão? 

Acabo de receber uma visão do que pode acontecer com uma cidade, mesmo quando é grande como São Paulo. Deus pode transformar completamente, quando aprendermos a nos unir para pedir a Ele. Está na hora dos homens (e mulheres) bons fazerem algo, pois, quando não fazem nada, o mal prospera. Espero contribuir para isso, onde quer que eu tenha alguma influência. Tenho certeza que os princípios de liderança servidora vão contribuir para essa transformação, mas só Deus pode fazer transformações sustentáveis. Ele fez em Cali, Colombia, Ilhas Fiji e mais 800 lugares. 

Espero espalhar esta visão para que paremos de focar em nossas diferenças, nossas fraquezas, e foquemos em nossas forças e o que temos em comum. 

terça-feira, 3 de junho de 2008

Maternidade e Liderança

Ontém fui buscar meu filho de 11 anos na escola. Fiquei orgulhosa quando ele voluntariou a história de que brigara com um amigo e a briga tinha resultado na quebra da alça do óculos. Meu orgulho não foi pelo fato dele ter brigado, mas pelo fato dele tomar a iniciativa de me contar calmamente a história e de que já haviam resolvido o problema, com ajuda da Orientadora.

Estou passando por duas semanas bem corridas e quase não tenho podido dar atenção a ele. Ele está por conta da tia e da minha fiel ajudante. Mas só tenho recebido relatórios elogiosos do comportamento dele. Isso ajuda a apaziguar meu coração de mãe coruja que fica agoniado quando preciso pedir ajuda para cuidar dele. Não porque eu ache que outros não vão cuidar tão bem, mas porque não quero sobrecarregá-los com minha responsabilidade. Parte da minha responsabilidade é ensiná-lo a ser responsável, a resolver seus problemas e nunca ter medo de falar a verdade. (Mark Twain dizia: "Em caso de dúvida, sempre diga a verdade.")

E o que maternidade tem a ver com liderança? Bem, um princípio de liderança é que nossos liderados tendem a cumprir nossas expectativas. Se minha expectativa é baixa, geralmente o resultado é baixo. Henry Ford dizia: "Se você acredita que pode, você está certo. Se você acredita que não pode, você está certo." Então, como mãe, mentora e formadora de um futuro líder, procurei sempre manter expectativas realistas, mas positivas do meu filho. Desde cedo acreditei na sua capacidade dentro do seu nível de amadurecimento e de seus talentos. 

Não nego que a personalidade do meu filho também facilita as coisas, já que ele é do tipo responsável e extremamente obcecado por fazer tudo "certinho" (coitado... vai sofrer...hehe).
Mas também acredito que o fato de eu levar o que aprendi no mestrado de liderança para casa ajudou na forma como nos comunicamos, e na maneira como o fui treinando de acordo com as suas fases de maturidade (liderança situacional). É muito gostoso colher esse fruto de ver meu filho assumindo responsabilidade por suas atitudes, o que é característica de um líder. 

Sei que ainda tem muito trabalho pela frente. Afinal, meu pequeno trainee só tem 11 anos. Mas a experiência de ontém me anima mais ainda a continuar a dedicar tudo que tenho para ser um exemplo de liderança servidora na esperança de que, um dia, ele faça isso para outros. Nem que ele seja o única vida que eu toque, já sinto que contribuí para melhorar o mundo. 

Quem sabe ele não é a pedrinha que a gente joga no meio do lago que cria ondas que mexem com o lago todo?

sábado, 31 de maio de 2008

Vendo-se por outros olhos

Acabo de passar horas gostosas com minhas irmãs. Fazia tempo que a gente não tirava um tempo só para conversar, trocar idéias, rir. Foi  muito importante. Quando fica-se junto por tantas horas, acaba chegando nas questões mais profundas, saindo do superficial.

Isto é muito importante para qualquer pessoa, mas principalmente para quem está envolvido com liderança - qualquer forma de liderança (quer você seja mãe, pai, professor, chefe, subordinado, ou outra coisa). Precisamos de alguém que nos conheça profundamente e em quem confiamos. São essas as pessoas que vão nos ajudar a ficar no rumo, a sermos fiéis a quem somos, a sermos íntegros. 

Como eu estava falando de liderança servidora, volto no assunto. É fácil confundir a idéia de servir às pessoas (na realidade seria melhor dizer ministrar às pessoas) com a idéia de que temos de sempre dizer sim e fazer tudo que nos pedem. O coração de servo, se focado no mestre errado (e.g. as pessoas ao invés de Deus, ou o Bem Maior para aqueles que não acreditam em um deus), acaba ficando escravo dos caprichos dos outros. 

Por isso é importante deixarmos que alguém em quem confiamos chegue perto e nos conheça lá no fundo. Podem nos dizer se estamos sendo fiéis à nossa identidade e propósito. Claro que isso significa ser vulnerável. Por isso nem sempre é fácil ou agradável. Pelo menos para mim, pois confesso que tenho dificuldade em ser vulnerável. Mas agradeço a Deus por minhas irmãs. Tenho certeza que elas me amam. Posso confiar nisso. 

E você? Tem alguém que o ajuda a ficar fiel a si mesmo? 

sexta-feira, 30 de maio de 2008

LIderança Servidora

Pode parecer contraditório. Você é líder ou é servo? Líder é quem manda, certo? Sem falar da conotação negativa que tem a palavra "servo". 

Mas acabo de passar uma semana intensa em um curso sobre Liderança Servidora (a tradução mais aproximada da expressão Servant Leadership). Neste curso, o foco foi a questão de encontrar nossa verdadeira identidade. 

Todo servo tem um mestre. A quem escolho servir? Como eu escolhi desde cedo servir ao Mestre dos mestres - Jesus - suas prioridades e natureza devem se tornar as minhas. A prioridade Dele é seu relacionamento com as pessoas. Como serva (por escolha) Dele, meu papel é ministrar o amor Dele às pessoas. 

E qual é o primeiro lugar onde posso começar a fazer isso? Na minha família! Então, se eu ministro para eles para servir ao Mestre, minha identidade não fica presa ao comportamento deles. 

Lembrando da analogia do iceberg: a parte de cima, a menor, é a parte que os outros vêem e podem atingir. Mesmo que queiram não conseguem atingir lá no fundo, no meio da parte de baixo. É lá que devemos colocar nosso centro de gravidade: em nossa identidade. Nossa verdadeira identidade. E somos um reflexo de quem servimos.

A pergunta é: Quem é meu mestre?

terça-feira, 27 de maio de 2008

Espelho Quebrado

Nem sempre o que enxergo no espelho é verdadeiro. Às vezes meu espelho está quebrado. Deixo que coisas externas, das quais não tenho controle, lasquem o vidro. Pode ser uma crítica, uma demonstração de falta de respeito, o "mau" comportamento do meu filho, ou qualquer outra coisa assim. 

Kevin Mannoia, professor da Azusa Pacific University, compara nossa vida com um iceberg. As pessoas só vêem 10%. E é só nessa pequena área que podem jogar suas flechas. Mas, se nosso centro de gravidade está lá embaixo, nas águas calmas, é só buscar lá a paz e senso de verdadeira identidade. Os 90% do iceberg consistem em nosso caráter, identidade, ser. Temos que cuidar muito bem desta parte, se não sumimos, perdemos o equilíbrio e capotamos.

Circunstâncias sempre vão ser difíceis, ou diferentes do que desejo. Isto é uma realidade. Não posso mudar as circunstâncias. Mas posso encontrar minha verdadeira identidade (ajuda se conhecemos o Criador, pois na Palavra dele, Ele fala muito sobre isso). O espelho só será lascado se eu deixar que lasquem. Como dizia a Eleonor Roosevelt, esposa do Presidente Franklin Delano Roosevelt: "Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem sua permissão."

Como ser líder significa assumir responsabilidade e não ser vítima, assuma responsabilidade por seu espelho. Torne-o tão forte que ninguém vai poder lascar. 

Como fortalecer o espelho? Isto é assunto para outra reflexão...

sábado, 24 de maio de 2008

Traição

Quando começamos a tomar frente em algum projeto, é natural confiar nas pessoas que se oferecem para ajudar. Principalmente as que alegam compartilhar a mesma fé. Assumimos naturalmente que compartilham nossos valores, nosso senso de moral. 

Infelizmente, nem sempre é assim. O próprio Jesus foi traído por alguém que o seguira de perto por 3 anos! Ele conseguia ver o que se passava no coração dos outros. A gente não. E dói muito quando alguém trai nossa confiança. Nossas expectativas são frustradas.

A ordem de perdoar é para nosso próprio bem. Minha tia resume perdoar em "doar a perda". Claro que vamos perder algo - confiança, talvez algo material. Mas se a gente não perdoa, quem sai perdendo não é o traidor. É uma entrega que temos que fazer para Deus. E não podemos deixar de aprender uma lição com isso. Ficamos um pouco mais sábios. Aprendemos a mudar nossas expectativas. 

Mais uma lição em auto-liderança. A mudança acontece primeiro dentro da gente. Ao mudar minhas expectativas, começo a aceitar os outros do jeito que são: imperfeitos, como eu. As pessoas têm crenças, valores diferentes. Mas todos foram criados e são amados pelo Pai. Só preciso ser um pouco mais cuidadosa para não "entregar o ouro ao bandido". Algum dia eu vou prestar contas do que fiz aqui na Terra, e não vou responder por mais ninguém. Então é melhor eu fazer a minha parte e deixar que Deus cuide do resto. ;-) 

O importante é não desanimar por causa das más atitudes dos outros. O líder tem uma visão que é mais forte que qualquer traição.


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Sou meus diplomas?

Acabo de editar a sessão "Quem Sou Eu" no blog. Tinha colocado ali meus diplomas, mas eles dizem muito pouco de quem eu sou. Sou mais do que apenas o que faço, ou estudo. A gente cita as realizações para impressionar os outros, não é verdade? 

Mas Deus vê o coração. E é o que está dentro do coração, quem realmente sou, que os outros vão acabar vendo também. Meu desejo profundo de fazer diferença no mundo, mesmo que seja tocando a vida de uma única pessoa, vai se traduzir nos atos que os outros verão (ou não). 

A gente sempre tem que parar e refletir sobre as atitudes que toma para poder se conhecer de verdade. O que realmente me leva a agir desta ou daquela maneira? Quais são os meus valores - no que realmente acredito - não o que acho que devo acreditar, mas acredito mesmo! 

Só o fato de saber, de buscar, já faz uma grande diferença. Ajuda a assumir mais responsabilidade por minhas próprias ações, atitudes e até emoções. Tudo começa com a auto-liderança.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Fazendo uma experiência

Demorei para tentar entender o mundo dos blogs. Apesar de ser cercada por tecnologia desde sempre, nunca me interessei. Hoje vi o blog de minha irmã e de uma amiga e achei tão bacana que resolvi experimentar. 

O assunto em pauta é uma paixão que foi descoberta há pouco tempo, considerando que até 2003 eu não fazia idéia que teria alguma "carreira" que poderia despertar um sentimento forte assim. Em 2003 meu filho completava 5 aninhos e percebi, com ajuda da mulher mais sábia que já pisou nesta terra (Wanda de Assumpção - minha mãe), que não poderia ficar tão focada só nele. Não era justo para nenhum dos dois. Mas o que fazer sem prejudicar meu tempo com ele? Aí apareceu o mestrado, que é ministrado aqui mesmo em São Paulo, e me daria a chance de mudar de carreira para uma carreira mais educacional. Mal sabia eu que o curso iria mexer tanto comigo, com minha família, e agora posso até ajudar uma comunidade dando treinamento para lideranças.

Então vou experimentar colocar algumas reflexões aqui, compartilhar um pouco de como eu tento colocar em prática os maravilhosos princípios de liderança servidora que aprendi, e talvez mais alguém possa se beneficiar disso. 

Queria começar com uma reflexão: 

De vez em quando gosto de entrar no site do Terra para ler as notícias. Vez ou outra alguma notícia me chama atenção e eu entro no fórum onde o site convida os leitores a colocar sua opinião. Fico um pouco chocada com a quantidade de xingamento e troca de agressões verbais que se dá ali. 

Uma vez arrisquei dar um palpite para ver o que aconteceria. Sugeri que as pessoas assumissem mais responsabilidade para melhorar as coisas ao invés de só reclamar sobre o que "os outros" não estão fazendo. Resultado: quem não xingou provavelmente riu da minha cara. 

É muito duro olhar no espelho e assumir que qualquer mudança tem que começar naquele pessoa que você vê ali. É mais fácil culpar os outros, as circunstâncias, a falta de recursos... esta lista pode ser bem comprida. Pois o curso me fez olhar para o espelho e enxergar qual era o verdadeiro problema do meu mundo (cada um tem sua própria realidade). Ai ai. 

Liderança começa dentro da gente. O fato de acabarmos influenciando os outros é que eles acabam vendo o que está lá dentro e começam a querer fazer parte disso, dos sonhos. 

Então, citando o John Maxwell, em 'Talento Não É Tudo":
- O que te faz cantar?
- O que te faz chorar?
- O que te faz sonhar?