Estou passando por duas semanas bem corridas e quase não tenho podido dar atenção a ele. Ele está por conta da tia e da minha fiel ajudante. Mas só tenho recebido relatórios elogiosos do comportamento dele. Isso ajuda a apaziguar meu coração de mãe coruja que fica agoniado quando preciso pedir ajuda para cuidar dele. Não porque eu ache que outros não vão cuidar tão bem, mas porque não quero sobrecarregá-los com minha responsabilidade. Parte da minha responsabilidade é ensiná-lo a ser responsável, a resolver seus problemas e nunca ter medo de falar a verdade. (Mark Twain dizia: "Em caso de dúvida, sempre diga a verdade.")
E o que maternidade tem a ver com liderança? Bem, um princípio de liderança é que nossos liderados tendem a cumprir nossas expectativas. Se minha expectativa é baixa, geralmente o resultado é baixo. Henry Ford dizia: "Se você acredita que pode, você está certo. Se você acredita que não pode, você está certo." Então, como mãe, mentora e formadora de um futuro líder, procurei sempre manter expectativas realistas, mas positivas do meu filho. Desde cedo acreditei na sua capacidade dentro do seu nível de amadurecimento e de seus talentos.
Não nego que a personalidade do meu filho também facilita as coisas, já que ele é do tipo responsável e extremamente obcecado por fazer tudo "certinho" (coitado... vai sofrer...hehe).
Mas também acredito que o fato de eu levar o que aprendi no mestrado de liderança para casa ajudou na forma como nos comunicamos, e na maneira como o fui treinando de acordo com as suas fases de maturidade (liderança situacional). É muito gostoso colher esse fruto de ver meu filho assumindo responsabilidade por suas atitudes, o que é característica de um líder.
Sei que ainda tem muito trabalho pela frente. Afinal, meu pequeno trainee só tem 11 anos. Mas a experiência de ontém me anima mais ainda a continuar a dedicar tudo que tenho para ser um exemplo de liderança servidora na esperança de que, um dia, ele faça isso para outros. Nem que ele seja o única vida que eu toque, já sinto que contribuí para melhorar o mundo.
Quem sabe ele não é a pedrinha que a gente joga no meio do lago que cria ondas que mexem com o lago todo?

Um comentário:
Que prazer encontrar alguem como voce, preocupada com os seus, e com o mundo!
Pricila, voce eh muito especial!
Obrigada pelo blog
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